26 de out de 2011

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. Decadência poética .













Soluços

Há um descompasso no meu peito
Que outrora fora cheio de ritmo
Música inquieta, soluço
Soa como quem beija uma deusa - em fúria
Voa
Me faz flutuar em cadência
Olhos tão cheiros de nada

Há um descompasso na minha tristeza
Você vem despercebido - esquecido
Som vulnerável à melodia tediosa
Perfeita harmonia entre teu cheiro e a luxúria
Você chega, quase cadente

Há um descompasso na minha música
Sorriso fácil - lúcido, lúdico e lúbrico
Sinfonia majestal para uma noite estrelada
Me faz voar
Enigmaticos gestos e tédio
Não dizem nada

Me perco e continuo a soluçar

Há um compasso mesmo que incerto
Tempo já predeterminado - concreto
Já não voo, não penso
Apenar me entrego emharmonia
Com teu beijo

16 de set de 2011

Redes "Sociais"

Não sei se podemos tirar uma pessoa da nossa vida, excluindo-a do no MSN ou FaceBook, mas não é o mesmo quando essa pessoa se torna indiferente a você e lhe torna um número nos contatos dela? Eu gostaria de não ser mais uma, ser amiga para todas as horas ou nenhuma, desde que uma explicação sincera fosse dada. Gostaria que as pessoas entendessem que não podem haver malícia e falsidade numa amizade. Muito menos ignorância e descaso. Amigos são a família que escolhemos, e a forma como tratamos nossos amigos (em todos os momentos, na sua presença ou ausência) define o nosso caráter.

22 de jun de 2011

Quero contar as estrelas
Mas da janela do meu quarto
Só enxergo concreto

25 de mai de 2011

Sem amor
Sem alegria
Sem VIDA
'tá sozinha no mundo
'tadinha...

24 de dez de 2010

O Pianista


Abriu os olhos e não conseguia entender o que estava vendo, seus olhos cansados queriam lhe contar mentiras.

O velho Pianista estava inerte na cama, a lareira já não aquecia, as cortinas permaneciam fechadas, a pouca mobília estava velha e gasta. Aquele ambiente sepulcral era seu quarto, o lugar onde ele se perdera do mundo, onde havia sido enterrado com sua música.

Havia feito concertos magníficos, as óperas mais aplaudidas, havia escrito as notas mais cobiçadas pelos músicos de todos os tempos. Suas músicas tacavam os corações, acalmavam as almas e tranquilizavam os espíritos.

Mas o mundo esqueceu o velho Pianista, agora ele não passava de uma peça de museu enrugada, um musica ultrapassado. O mesmo mundo pelo qual havia escrito as mais belas canções, o jogou naquele sepulcro.

Todos os dias, ao acordar, seus olhos sobrevoavam o lugar e não o reconhecia. Porém, quando pousavam naquele piano abandonado, sua alma era invadida pelo lume da saudade. Pobre Pianista prometeu a si mesmo nunca mais abrir o piano e tocar, nesse dia, entretanto, ele parecia chamá-lo como em tempos remotos, para que juntos tocassem uma última música.

Com muito esforço, o Pianista alcançou o antigo piano e das notas que tocou ecoou pelo quarto um som triste e desafinado, mas no coração do músico aquelas eram notas de libertação. Ele as tocava para si não mais para um mundo egoísta. Não havia mais mentiras, eram as suas melodias, o seu concerto e o seu fim.

- Tem que ser assim!

Seus olhos, então, se fecharam, e das notas que tocava seus dedos pouco a pouco perdiam a ferrugem de anos, mais uma vez sentado ali, encarando o seu destino. A primeira vez em anos e, a última.
"Em que espelho ficou perdida a minha face?"

31 de out de 2010

Som, teste ... som?!

Que som toca no seu Mundo?